Bem, é desta que saiu de cá um pouco, o amigo conseguiu convencer-me.
Não espero nada deste tempinho fora daqui e espero muito, não vou com soluções e sim entrega total. Até estou no sofázinho a ver TV e a escrever estas curtas palavras, não estou em stress...
Ouvi dizer que é lindo lá em Andorra e que vamos andar de Sky, ok!! Vamos lá então.
Um colega de trabalho disse que ia sossegar a cabeça e descansar que precisava.
A minha mãe diz "porque é que vais para tão longe, aí jesus!!!! toma cuidado! tens a certeza que vais mesmo??"
:D:D:D
Quem me ama ajuda a preparar tudo e orienta-me a vida para eu ir...no olhar leio-lhe que sabe que preciso disto.
Eu apenas percebo antes de ir que existem pessoas fantásticas que cuidam de mim e me querem ver sempre bem e feliz. Entendem também que preciso pensar e deixar algumas coisas definitivamente para trás e avançar com outras de dimensão importante.
O 2011 começou com trabalho e mudança cá dentro e agora surge um tempinho para parar, escutar-me e assentar ideias e visões.
A certeza de todos é que vou cair muitas vezes e que pelos vistos vai estar frio e neve a cair!!!
Até o próximo sábado é só o que tenho a dizer a todos.
Esta é a frequência de vida que deixo, porque...sim e só isso chega para quem me conhece e percebe.
Esta semana, numa manhã, na viagem madrugadora que se alimenta de klm´s e velocidades entre meios físicos com destinos diferentes e sentidos inversos, o meu pensamento seguia uma linha sem cor, sem regras...sem limites e implicações para essa liberdade tomada sem consciência.
O instrumento físico que me transporta está com o meu "controlo" de vicio, programado e o apagão surdo e mudo é do meu ser individual que se auto conduz e decide cada gesto e acto sem o ver e analisar com precaução e atenção.
Uma manhã como tantas outras que ao chegar ao destino me questiona...foste conduzido de novo pelo teu auto-piloto automático!
Na verdade a minha cabeça já se estava a desgastar em pensamentos e juízos de sensibilidade de avaliação e não de sensibilização para o meu eu desprotegido e frágil.
"Como estou eu no meio de tudo o que me rodeia e me seguro?"
...e assim fui navegando de pensamento em pensamento até me aperceber que onde me seguro não tem propriamente que me dar a segurança, pois a certeza deixa de o ser num simples piscar de olhos de milésimas de segundos. O rumo é o meu traçado de compromisso com a vida que me rodeia e o estar atento deixa-me permanecer entre os sábios ao mesmo tempo que me vai consumindo e diminuindo pouquinho a pouquinho em cada respirar que faço inconscientemente.
Então o que me segura e me rodeia toma parâmetros inversos e vejo novos caminhos e soluções. Quase como que estando a jogar xadrez...as peças da luta seguem na frente de combate e protege-se aquelas mais importantes e que são parte da solução.
Nesta manhã, o meu sentimento era de impotência para mudar só um pouquinho que seja...mas um pouquinho.
Existe uma palavra "desistir", ela é e tem tanto de forte como de fraca e suja.
O meu país está rude e cinzento, as vontades das gentes que me rodeiam não conseguem acordar para entender a dificuldade da situação e é-lhes permitido a continuada incapacidade e incompetência. Ouço romper trovões de revolta em cabeças inteligentes, capazes e autónomas que se acomodam logo de seguida com "combinas", tratos irreparáveis e insustentáveis.
Parar é a maior vontade, largar tudo e pensar no meu ser único...deixar tudo e usar esse tempo aplicado em vazios de egoísmo.
Os sonhos passam a vapores e estes dissipam-se na atmosfera que se alimenta deles sem os conhecer e se preocupar sequer disso mesmo.
Correr...correr de um lado para o outro para num mais impulso final de dia esgotar as restantes energias ainda existentes. Uns que ganham muito, com esta idade já não rendem e já fica difícil a assinatura de novos contratos milionários!! No entanto corro por vontades e forças de ser só e tão só...útil!
Passo e fui passando sem perder o vício de observar e aprender, afinal o ser humano continua a ser o projecto mais belo que me fascina e preenche. No entanto é patente que a perca de valores e mística única de cada ser individual é já uma perca em caminho estreito demais para dar a volta. Quase que diria que se está à espera que chegará um lugar com uma rotunda onde seja possível fazer a manobra de inversão de marcha e voltar ao ponto onde nos perdemos.
A estrutura está desconexa e esta fragilidade subtil começa a fazer-me sentir que é já uma criação trabalhada no intelecto de cada um.
Eu sei que este não é o caminho e por isso corro desenfreado na busca de fontes de ignição...o calor só se sente quando arregaçamos as mangas e nunca quando desistimos. Isto é uma certeza que não me é desconhecida nem em pensamento nem fisicamente...mas admito que começa a dar-me vontade de matar esta certeza e sentar-me sossegado no meu canto a ver se chove ou faz sol!
Ontem disse a um colega de trabalho que confio na minha geração e por eles quase que fecho os olhos e assumo esta confiança, disse-lhe o mesmo desta geração jovem nova que está a vir porque convivo com eles, mas disse-lhe também que as lacunas na sua formação e valores é abismal e não seria capaz de fechar os meus olhos confiando neles.
Vou tendo provas todos os dias para poder dar esta opinião e escrever uma afirmação desta dimensão, porque a mesma é sentida, muito analisada e minunsiosamente testada por mim neles.
O dia estica eu estico-o um pouco mais, alguém exige que eu o estique ainda mais um pouco e na proximidade da ruptura começa sempre a ser necessário estudar de novo os pontos de situação e reavaliar tudo de novo para seguir um rumo consistente, onde os erros e falhas não me deitem ao chão com força superior aquela que vou ter que ter para me levantar. Ser arremessado contra uma parede de betão por vezes seria menos duro que abrir os olhos e deixar entrar cenários de informação que é processada de imediato, me cansa e desgasta.
Dia longo...não sei o que é isso, tu sabes?
Criticar sem base ou estrutura para sustentar essa critica? Quando cresceres o suficiente para começar lentamente a sugerir pontos de vista...e sim, nunca suficientemente capaz, pois a critica é o atingir de patamares diferentes na vida e esses apenas acontecem quando os que te rodeiam te levam para lá e não quando por tua auto-recriação te colocas neles.
Um dia o tombo é do tamanho da subida que não foi preparada ou sustentada por todos e cais...cuidado a dor pode ser irreversível e de um sentimento seco e vazio.
Frequência de Vida
Travie McCoy
Fragilidade ou será já uma criação tua?
A noite vai longa e não é uma lua que faz brilhar o teu rosto no escuro, antes sim o teu brilho é capaz de reflectir numa luz de luar a tua beleza.
Corria pela rua e não percebia, não fugia...corria a alta velocidade!
Recordo aquelas paragens nas noites passadas à volta de uma fogueira, onde as conversas ternas e os amigos por onde passava davam calor e aqueciam a noite fria, nessas fogueiras aconteciam...histórias contadas e acordes soltos a flutuar em maresias e nascer de dias por entre ramos e folhas.
Folheava páginas atrás de páginas brancas com uma sede louca de escrever tudo no curto espaço de tempo que teimava dizer existir, sádico consumista que sentia esse sofrimento de não conseguir fazer tudo o que queria e o que ainda não me era permitido sequer fazer, um agarrado pelo tempo em fuga...
...cheguei a pensar que poderia usar os meios segundos fazendo assim dobrar o dia e conseguir dessa forma estar e fazer algo mais do que não via acontecer e queria espreitar sentir.
Vozes e mais vozes dizendo...deixa o mundo girar e tudo vai acontecer se for para ser!
Mas eu não aceitava e ia abrindo portas atrás de portas sem me cansar, espreitava o escuro de cada espaço e preenchia-o da minha forma, pintava telas e escrevia mais folhas no meu livro de vida. Via reflexos em espelhos que me faziam doer bem lá dentro e...tocando-Te fui estendendo a mão sem medos de arriscar entrar em portas que mão seriam ainda para mim no momento...no espaço...no meu eu.
Aprendi a estar atento, a ler sinais e a entender que estava de passagem...
Aprendi a suspirar em Ti...tocando-Te e vi com os meus olhos que havia sempre...mais uma porta ao lado...
Assim vou entendo a vida...a cada meio segundo e deixando que o mote seja uma frequência de via...
As manhãs estão frias e calmas, não se sente no ar as aves a voar, talvez as suas asas estejam geladas em cada amanhecer e voar...bem voar não seja uma loucura a sentir no primeiro clarear de cada dia.
Mas é nesse pequeno clarear que desperto todos os dias e neste frio gélido que dou os primeiros passos dia após dia à algum tempo. Houve-se tantas e tantas vezes repetidas dizer que a carne assim mantém-se firme e rija! Eu porém dava alguma coisinha para permanecer no meu cobertor quentinho um pouco mais todos os dias.
No caminho que percorro todos os dias deparo-me imensas vezes sem o perceber ou até mesmo conhecer...parecendo um sonâmbulo numa estrada carregada de perigos...ando longe, navego no asfalto sobre rodas e pequenos inconscientes da minha massa cinzenta programada me vão orientando nessa navegação...pontos de referência... percepção de maior transito e acontece o acordar!
Não, não é sempre assim, mas é-o muitas e muitas vezes em cada semana, mês...ano. Mas não o é em tanta e tantas outras situações?
Andamos e continuamos neste sonambulismo comum que percebemos que nos afecta e interage connosco todos os dias. No entanto o comodismo ou falta de inteligência permite-nos usar a desculpa para o fracassar de uso de coragem e forças para alterar o que a sociedade nos teima fazer aceitar como "certeza".
Eclipses! Que bem nos fazia sentir eclipses em nós mesmos...acordar na luz e transforma-la em noite ou vice versa...
Certos de que os caminhos nos vão levando a rumos e destinos! Caramba, que falta de atitude nos gela a vida, nem mesmo o frio gélido das manhãs que me acordam conseguem ser e provocar tanto frio e medo como esta falta de atitude destes seres humanos que vejo passar ao meu lado, usando ou ousando caminhar o mesmo chão que eu...
A noite ganhou vida e o refúgio teve a sua luz nesta escuridão, as vozes envolvem-se e soltam-se nesta escuridão de uma noite eclipsada em cada dia reluzente e fascinante de cores adversas e soltas. Onde anda o mágico com a sua varinha e o maestro com a sua batuta para dar coordenação aso movimentos desalinhados de uma sociedade que se entende disléxica mas que combate esse entendimento...
Tão fortes para suportar o não mais suportável e tão fracos para gritar forte...BASTA! Os segredos tiveram voz um dia e foi-nos dada essa liberdade de os ouvir e debater os mesmos com liberdade...mas que liberdade forjada nos foi oferecida pelos Homens que nos iludem com a sua batuta.
Não vale mais colocar umas vendas e arriscar caminhar de olhos fechados pela calçada de uma rua cheia de buracos?
Contra mim venho e parece-me que as paredes não fazem doer o suficiente já...a cabeça bate, bate e bate mais e mais forte, mas o vírus da sociedade é forte...tão forte que me amarra as mãos e pés. O sufoco existe e apenas ainda não sinto todos os membros seguros com umas cordinhas...mas a sociedade de fantoches atinge-me todos os dias e a luta é verdadeiramente desleal e absurda.
E o dia de chegar...olhar e provocar o impacto, onde anda?
Entrega-te dizem, não lutes contra a maré e engole sapos...amanhã é outro dia. E sim, é verdade, é mesmo outro dia, outro dia mais consciente...que um pouco de inteligência ficou perdido naquele chão que ontem percorri com certezas de um jovem incapaz de aceitar a incompetência e comodismos.
Não sou sonhador perdido, apenas e tão simplesmente, sonhador.
Que pena...eclipses!
Acabamos por ser uma musica com tons e notas interessantes...mas com uma letra que nos incrimina e mostra a nossa fome pelo egoísmo e fraqueza de espírito...consumistas das vidas de outros sem interesse pela nossa...
...danças num estúdio, mas o cenário não é teu nem a música é criada por ti! Aliás não é de todo o teu estúdio nem a tua musica, para isso precisas de criar e escutar, algo que perdeste em cada cair de dia...
De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos nos anos 60, 70 e princípios de 80, não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas,em tinta à base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos.
Não tínhamos frascos de medicamentos com tampas 'à prova de crianças', ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas.
Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes.
Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags, viajar á frente era um bónus.
Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia bem.
Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosa com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora.
Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso.
Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar uns travões.
Depois de acabarmos num silvado aprendíamos.
Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer.
Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso.
Não tínhamos Play Station, X Box.
Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis, computadores, DVD, Chat na Internet.
Tínhamos amigos - se os quiséssemos encontrar íamos á rua.
Jogávamos ao elástico e à barra e a bola até doía!
Caíamos das árvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal.
Havia lutas com punhos mas sem sermos processados.
Batíamos ás portas de vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados.
Íamos a pé para casa dos amigos.
Acreditem ou não íamos a pé para a escola;
Não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem.
Criávamos jogos com paus e bolas.
Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem.
Eles estavam do lado da lei.
Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre.
Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas.
Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo.
És um deles?
Parabéns!
Queria fazer chegar esta mensagem a outros que tiveram a sorte de crescer como verdadeiras crianças, antes dos advogados e governos regularem as nossas vidas, 'para nosso bem'.
Para todos os outros que não têm a idade suficiente, pensei que gostassem de ler acerca de nós.
Isto, meus amigos é surpreendentemente medonho... E talvez ponha um sorriso nos vossos lábios.
A maioria dos estudantes que estão hoje nas universidades nasceu em 1986, ou depois. Chamam-se jovens.
Nunca ouviram 'we are the world' e uptown girl conhecem de westlife e não de Billy Joel.
Nunca ouviram falar de Rick Astley, Banarama ou Belinda Carlisle.
Para eles sempre houve uma só Alemanha e um só Vietname.
A SIDA sempre existiu.
Os CD's sempre existiram.
O Michael Jackson sempre foi branco.
Para eles o John Travolta sempre foi redondo e não conseguem imaginar que aquele gordo tivesse sido um deus da dança.
Acreditam que Missão impossível e Anjos de Charlie, são filmes do ano passado.
Não conseguem imaginar a vida sem computadores.
Não acreditam que houve televisão a preto e branco.
Agora vamos ver se estamos a ficar velhos:
1. Entendes o que está escrito acima e sorris.
2. Precisas de dormir mais depois de uma noitada.
3. Os teus amigos estão casados ou a casar.
4. Surpreende-te ver crianças tão á vontade com computadores.
5. Abanas a cabeça ao ver adolescentes com telemóveis.
6. Lembras-te da Gabriela (a primeira vez).
7. Encontras amigos e falas dos bons velhos tempos.
8. Vais contar isto a outros amigos porque achas que vão gostar.
SIM ESTÁS A FICAR VELHO heheheh , mas tivemos uma infância do caraças
Esta mensagem não é minha, recebi-a num email, mas quis partilhar.
Muito mais havia a dizer por minha parte...mas deixo-a intacta pela sua simplicidade e força natural da realidade que vivemos hoje.
Apenas adicionei um pouco da minha cor através das imagens e essa é a minha única marca neste post.
Antes de tudo, antes de nada mais, escuta o som com olhos fechados como tendo vendas neles.
...e o ano iniciava-se assim...questões e sentimento de impotência no encontrar de respostas, sons e mais sons em minha volta rompendo com qualquer silêncio, ansiedades e crenças perdidas numa cama por fazer...
...quase esquecido...mas não me esquecendo de mim e era esta a única luz pequenina que me mantinha iluminado no caminho escuro e frio que me subjugava dia após dia, sozinho sem querer nada ou alguém por perto...mesmo tendo, enquanto iam-me sussurrando ao ouvido e dizendo também em voz alta...
Os segundos passaram num piscar de olhos a horas...dias...semanas...meses! E dava por mim parado vezes sem fim num espaço físico real que confundia a própria realidade de um lugar longínquo e impróprio de se ficar em pensamento muito tempo. Existiram lugares que tocavam a semelhança de paragens de autocarro onde nunca surgia qualquer ligação com o presente e ia ficando ali...numa ânsia a aguardar como quem espera que chegue o autocarro que tem o meu destino.
No banco de uma paragem qualquer ia ficando, quando na verdade o conhecimento estava e permanecia comigo...o destino amarrou-me quando antes tinha um plano que em conjunto ia construindo com Ele...
Ano complicado este de entender muitas vezes e ao mesmo tempo intenso demais. Quando cansei de esperar e segui a pé o caminho que a minha bolsa de forças me dava coragem de seguir, surgiam intensidade tão fortes que chegava a perder a estabilidade.
Não tive medo de viver e fui protegido, fui amado e chorei um pouco finalmente.
De novo sozinho, mas com a companhia de imagens gravadas nos meus pensamentos...o vazio do pensamento fustigante e doloroso começava a ser derrotado por mim próprio através da presença das vivências mágicas.
...os olhos...o rosto...a beleza ia varrendo o caminho que pisava e o chão era perceptível pouco a pouco...um pouco mais. As imagens iam-se cravando na pele e no corpo e a cor surgia de novo em mim, tons pastel os primeiros, sensíveis mas seguros...primários para suportar a força de cores fortes que iam crescendo e ia as entendendo com a simplicidade de esboçar aquele sorriso.
Uma mãe disse-me um ano antes..."cuida de ti, não te deixes apagar, vai lutando como só tu sabes. Eu não o sei fazer como tu, nem consigo chegar a ti. És diferente, simples e complicado, forte e sensível, audaz e rude contigo próprio...não te percas nessa tua aventura a que te estás a propor, és lindo demais..."
Neste natal nasceu uma criança numa família...na minha família e o poder dela só e tão simplesmente por chegar cá fora, foi o inundar de uma certeza, de uma força...foi o rebentar das correntes que ainda permaneciam a impossibilitar alguns movimentos necessários de imediato. Pegar no colo e beijar desmanchou o gelo, trouxe a liberdade que procurava...a magia e os sonhos começam a voltar pouco a pouco. O cheiro a maresia paira no ar como que trazendo as boas novas de ventos forte e brisas suaves que vão refrescando-me o rosto preso a sorrisos de ocasião.
2010...chegou o seu tempo, está velho e esgotado, comigo tentou de tudo para me derrotar e ao mesmo tempo levantar, brincou comigo como duas crianças inocentes brincam entre si...magoam-se sem intenção e amam-se sem limite de intensidade...
O ano entregou-se a mim e eu deixei-me entregar, vivi momentos atrás de momentos, uns muito duros outros lindos demais para algum dia esquecer.
Aqueles que me amaram sem limites sentem hoje mais que o ano anterior que sou um pedacinho deles para sempre e vão saber guardar-me e proteger-me como mais ninguém sabe fazê-lo, são especiais para mim e vou guarda-los para sempre no meu coração e memórias.
2010...cansou-se comigo e eu cansei-me com ele, merece todo o meu respeito e eu espero merecer o de todas as pessoas que o viveram comigo.
Que o novo ano surja e tudo seja possível e com uma beleza mágica e intensa.
Como posso eu voltar aqui hoje...estou aqui a olhar para esta tela ínfima de Sopros e loucuras e tenho assim um sorriso bom que me transporta hoje.
Não são os sorrisos que vinha dando, mas sim um especial...intenso de magia e serenidade, aquele que muitos amigos vão dizendo que volte depressa e outros que recordam com saudade.
Sim, hoje tenho esse sorriso no rosto, neste rosto tão meu e tão às vezes perdido de cansaço...perdido de identidade...perdido apenas!
Já percorri aventuras na busca do que sei que quero encontrar, outras vezes...apenas corro sem entender ou questionar as razões desse mesmo correr.
O que procuro nem sempre tem rosto, mas existem rostos lindíssimos no caminho que percorro nessa busca incessante às vezes, rosto que me apaixonam pela vida e me fazem apaixonar por eles de tão lindos e íntimos que se tornam para mim.
Lembro que quando era pequenino, gostava de ser um super-herói, assim como o SuperMan...não queria outro qualquer, mas assim aquele que conjugava e era o maior de todos os Super-Heróis. Sonhava que voava pelos céus e salvava meninos e meninas de fogos e acidentes...
...depois cresci e pouco a pouco a inocência foi-me sendo tirada sem que nada pudesse fazer...até um dia em que percebi que tinha um Super-Herói em casa de carne e osso e eu já estudava biologia e sabia as potencialidades reduzidas de um Ser-Humano.
Somos frágeis, imaturos, inconscientes...mas somos também rígidos, fortes, audazes e algo fantástico mesmo...como a capacidade de sonhar e fazer a magia acontecer por mais simples que ela possa parecer para o mais comum dos mortais...a magia torna-nos imortais para sempre nos corações e saudades de memórias nos outros.
Alguém dizia..."Nós morremos quando já ninguém se lembra de nós...", a verdade é ainda mais dura no meu entender, nós deixamos de existir quando isso acontece e o gelo surge...e o amor apaga-se...
Somos seres de audácia terrivelmente forte e capaz...um dia, um dia nasce uma estrelinha linda e...
O coração brilha de novo como essa estrela num céu escuro, pode ser uma luzinha pequenina que pisca lá no infinito de um céu, um céu que é teu...
Um céu que sem querer eu próprio criei, deixa de ter só escuridão e passa a brilhar, assim...de mansinho como quando eu ia procurar diamantes nas minhas escavações na terra...que criança tão inocente e simples...que homem tão frio e perspicaz esta a entrar...
Ouvia dizer que quando uma criança nasce o amor da sua simplicidade e fragilidade faz-nos quebrar, faz-nos sentir...a mim faz-me respirar e fazer magia de novo cá dentro. Sabe bem, tinha saudades de sorrir com simplicidade a qualquer momento sem raciocinar ou programar.
Sabe bem estar assim a segurar...a olhar...a cheirar...a cuidar.
Para mim só existe uma forma de me libertar por completo e sentir-me como algumas pessoas sabem...é apaixonar-me por completo. Quando ando apaixonado tudo pesa menos, os ombros não servem para carregar, mas sim para levantar o que nas mãos deixa de doer e de doce cria tanta magia com o toque e o tão simples...olhar.
Eu vejo-te aqui no meu colo e em cada aperto de dedo que fazes usando as tuas duas mãos, eu sinto-te e cheiro-te com amor.
Miguel Ângelo é o diamante neste momento que sempre estava escondido na inocência do meu acto de escavar é a estrela que pisca de mansinho e ténue num céu escuro onde outras estrelas brilham para me iluminar e o vão acolher com paixão e magia.
Frequência de Vida:
Fredrika Stahl - Twinkle Twinkle Little Star
Obrigado amigos pelas vossas sms´s de parabéns, entre tio babado a tio jeitoso e feliz, quero apenas afirmar só isto a todos que vão estando comigo...fez-me bem.
Não vou publicar qualquer foto dele, sei que compreendem o porque.