terça-feira, 5 de outubro de 2010

Voar...em asas não esquecidas!


Hummmm...olá!

O brilho continua aí nesse olhar, mas o que foi que aconteceu que o escondeu tanto tempo? Nada desapareceu, apenas ficou oculto e desaparecido, mas está aí tudinho.

Não, não!!! O tempo não mexe para estragar...faz uivar por sons no longínquo à espera de resposta...

Sabe bem respirar-te no sossego e ouvir-te no barulho, não devias esconder-te tanto de tudo. Andar por detrás das cortinas a construir cansa, não...chega!! Volta e que cada um abra as suas cortinas sozinho. Sabe bem ver-te a respirar com o teu sorriso em cada cair das folhas desta época cheia de cor no chão.



O chão que tu percorres e seguras nos outros, hoje volta a ser teu para pisares e saltares...nota-se bem nesse brilhozinho dos teus olhos.


Quase como uma dança de sedução, tu mexes os teus passos suavemente sem magoar e deixar marcas...

...fica sempre difícil encontrar-te sem rasto no chão, mas este chão é teu e tu e ele...os dois entendem-se na perfeição. 


Hoje ele voltou para ti e tu para ele, já se vê o rasto e já se sente cada pisar nas folhas que caem do alto das árvores que olhas com prazer e afinidade...os ramos das mesmas abanam com uma saudade muito especial e própria, de quem sente que o ser que ama cada observar natural e imaginário, está vivo. 

Parece voar em asas não esquecidas de bater, mas de alguma forma impedidas de abrir.

A intimidade que te entrelaça com a natureza é secreta, sensível, forte e de uma audácia fascinante...sabe bem senti-la.


Frequência de Vida...




...porque esta música diz-me muito e de foi-me possível usa-la para mostrar algumas coisas tão minhas...e depois foi-me devolvida. 

É um tempo de chuva...


Beijinhos e abraços a todos




sábado, 2 de outubro de 2010

Nós só nos Temos...a Nós!!


Um blogue, uma cortina por onde deixo passar a luz que quero...um obstáculo, um percorrer sozinho, uma estrada que desenho com o lápis da vida que é a minha...

...um querer chegar mais longe, uma virtude tímida, uma insegurança, um voltar vezes sem conta, uma tempestade...um sol que cai em cada final de dia, um sonhar, um fabrico de imaginação, uma loucura na loucura dos meus dias, um crescer não abandonado, uma companhia do meu eu incómodo e inquieto...

...uma certeza da minha existência simples e complexa que se desloca com pés descalços sem medo das dores, mas com receios como um ser humano normal.

E começaria assim com um ritmo lento...uma sensação fácil e crescente cada dia, um de cada vez! Um ritmo que vai crescendo...






Os destinos!! Os planos de vida, deixa-me mais confortável esta forma de entender tudo o que se vai cruzando na minha frente, aquilo que os meus olhos atingem, aquilo que o meu coração vê e aquela sensação de entender o que me rodeia de uma forma particular e sensível.



A minha exposição ao risco, às loucuras...os sabores que só senti assim e que nunca iria encontrar sozinho. Aquelas setas que nos indicam cada caminho a seguir e vou tentando uns momentos segui-las outros romper com a ordem e toda e qualquer lei do socialmente estável e aceite por todos.



Dá-me a vontade de me sentar e esperar...que algo surja claro e ultrapasse este meu ciclo complexo que rompe com a simplicidade que detenho e possuo.

Sentir que me conhecem...será um dia possível esse sentimento...

A desilusão vai caminhando comigo e vou tendo por vezes uma conversa séria com ela na tentativa de a entender e vencer, mas ela existe é forte como viva e ostenta uma imparcial posição em mim. Veste-se bem, produz-se maravilhosamente e cuida de si para ir tentando fazer com que a ame e a aceite. Entre algumas perguntas que vou fazendo quando me apanha e me faz deitar ao seu lado à noite é...que gosto deixei eu em ti para voltares e não desistires de mim?


Uma certeza...nós nunca seremos os mesmos, nunca! Somos diferentes e a minha intensidade é boa e tem sabor que permanece no meu respirar, no meu andar e no estar...a tua é banal e o teu truque apesar de ser sempre o mesmo, vai sempre resultando por uns momentos...mas eu vou acabar sempre por te descobrir sempre, podes maquilhar-te e colocar o teu melhor perfume e eu cair nos teus braços vezes sem conta, mas vou sempre dizer-te adeus e nunca te criticar como tu o fazes!


O ritmo não pode parar e o encontrar sente-se...


 


É preciso conquistar com o coração...Nós só nos temos...a nós!


Rastejamos tantas vezes, tudo só para ter...uma vida que não nos envergonhe, nos deixe inocentes e hipócritas e chegar-se a velhinho com as mãos vazias do tudo e cheias do nada.





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Olá amigos.

Quero dizer a todos que adorei ter entregue este meu cantinho a estas pessoas que aceitaram o desafio. Não sabia o que poderia surgir e o compromisso era postar tudo como vinha, excepto asneiras ou palavras de ofensa!!! Mas nada disto aconteceu e foi bom ler no meu espaço a cada 2 dias algo diferente e novo de alguém.

Um beijinho e um abraço a todos e um beijo especial à vencedora dos comentários porque assim o mereceu. 


Voltei a postar, não sabia bem como iria ser depois disto, mas vou ficar um pouco mais e logo se vê, ok.

Xauzzz e portem-se bem ;)


Frequência de Vida final e para todos como sinal de amor para com vocês...



Justin Bieber - One Time




sábado, 25 de setembro de 2010

Por entre artigos, entrevistas e montagens...encontramos os Carris...



Pela janela do comboio da vida vê-se o caminho riscado... por pedras, trilhos de areia, sebes e flores...

As carruagens são muitas, em cada uma várias janelas lembram os tantos anos que passaram e o que estão para passar por cada um... Ao fundo o horizonte. Azul ou cinza. Com o sol a pôr-se ou totalmente enevoado. Depende do dia. A cada hora, diferente.

Diferente. Porquê diferente? 

Porque o nosso comboio da vida, apesar de ter uns carris próprios, segue em paralelo com tantos outros comboios recheados de vida!
Apenas páro nesta estação e percorro o caminho do pensamento, recordações e memórias. Uns sorriem. Outros acenam. Há alguns que hoje já não me conhecem. Mas continuam lá, paralelamente.

Recuo ao dia que, através de olhares e sorrisos simples vislumbrei o teu comboio de vida. Era simples, tudo tão simples, tão fácil e ao mesmo tempo tão fraterno. Os nossos carris algumas vezes se cruzaram. Rimos e cantámos juntos. 

Trabalhámos. 

Também sonhámos e rezámos. 


As linhas do comboio compõem "desenhos" que, ziguezagueando, sempre tinham um rumo, bem direccionado. Nestas linhas disntuia-se bem a espontaneidade dos sentimentos e das atitudes.

Entre "dois irmãos" na mesma fé bastava um olhar. Quantas vezes apenas surgia isso?


Depois vinha o sorriso...Outras vezes o abraço.


Faz falta neste Mundo o entendimento na fé! 



Perceber que os comboios da vida podem parar, serenar e amar. Afinal o Maquinista de serviço é o mesmo e só nos quer levar à felicidade. Mesmo que não conheçamos o caminho, não queiramos ir ou tenham receio do comboio de lado...

Por isso surgem as pontes... para quando for necessário atravessar montes e vales, rios e colinas, seja mais fácil a união.
Que os carris continuem paralelos na vida, atravessando as pontes e cruzando caminhos onde a meta seja sempre o Amor.


Frequência de Vida...

Pontes entre nós - Pedro Abrunhosa







Post: Sónia Neves




Amiga, como não tinhas o título tomei a liberdade de o fazer eu... beijo.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Amo-te II




Sentir que somos importantes para alguém, é simplesmente sentir a vida, o sonho, principalmente se este alguém és tu.



Frequência de Vida


Thank you for loving me






Post: João Rocha

domingo, 19 de setembro de 2010

A tua sombra.

Li um dia num dos teus textos algo muito interessante sobre a nossa sombra, não vou usar as tuas palavras nem sequer tentar escrever da tua forma, pois acho-me incapaz de o conseguir.

A sombra de um dia quente de Outono nas minhas costas, faz recordar-me de momentos e tempos contigo. As preparações para novos inícios e ao que apelidavas de "lutas" na vida, entravam em mim como impossiveis de realizar ou conseguir.
No entanto com o teu toque e modo de estar na própria vida, foste preenchendo outras vidas que nada te davam e apenas consumiam.

Um dia perguntei-te se valia a pena pensares tanto, dares tanto de ti ou mesmo vergar-te às circunstâncias que não gostavas de ver acontecer ao teu lado com os outros e com o mundo. Tu com um pensamento definido mas que te sai facilmente da cabeça sem demoras, foste-me explicando que de nada vale viver se tudo estivesse realizado e correcto. Gostavas da possibilidade mágica de tudo poder ser perfeito, mas confiavas que as lutas que aceitavas e desafiavas os outros a aceitar contigo, eram parte fundamental para crescer e ser.

Naquele dia, em variadissimas questões naquela sala com +/- 22 pessoas, tu foste aquela que teve coragem de responder a todas por escrito no momento e em frente a todos.

Naquele silêncio que provocaste só por te sentares em frente a um teclado que projectava numa tela imensa que era uma parede branca as minhas perguntas e as de todos, tu tiraste 5m para ler cada uma e depois uma a uma foste escrevendo ao momento a todos.

Nunca tinha visto algo do género, sem medos, sem angústias...sem máscaras. Quase senti que uma venda te foi colocada por nós e tu com os teus dedos e expressão facial fizeste a simplicidade surgir em cada resposta.

Existem depois disso muitos momentos contigo, mas esse não vou esquecer mais na minha vida. Tamanho desafio a que te propuseste e sem conhecimento do que poderia sair dali, sem nos conheceres sequer...tocaste cada um de nós.

A tua sombra é mágica e acompanha-me sempre quando preciso e bastou um momento longe do comum mortal para te sentir. Não vou esquecer aquela lágrima naquela pergunta que te fez parar com os dedos em cima do teclado, não vou esquecer aquele respirar de quem se vai partir todo a responder e mesmo assim respondeste por entre lágrimas que ias limpando do rosto...sozinho.


Aquela sombra que quis saber e conhecer um dia, a tua sombra e o teu olhar foram entre muitas coisas lindas que encontrei na vida até hoje, das melhores. Nessa sombra vejo-me sempre a correr e a seguir em frente.



Um obrigado pela existência, coragem, força e não a ti porque entendo o que me explicaste um dia sobre isto. Vai voltando sempre que der para ti porque precisamos sempre de um abraço dos teus, um apoio e ajuda tua. Gosto de ti pela capacidade que tens de te entregar, mas também pela capacidade que tens de entrar e sair de mansinho de lugares onde outros se sentiram importantes em outros tempos, onde os de hoje da mesma forma se sentem importantes e no meio de tudo isso restas tu...aquele que entrou no coração e vai para sempre ficar e que sempre mostrou o que era importante fazendo-se sempre pequeno. 


A vida como a apresentas torna-se sem qualquer dúvida um sabor e uma intensidade única em cada lugar e momento.

Beijinho e desejo que tudo corra bem nessa nova aventura consolidada que queres fazer avançar e sentir.

Eu e todos vamos estar sempre atentos a ti de uma forma ou de outra, mas sempre com imenso carinho e afecto. Foste capaz de nos fazer confiar que tudo é possível, que tudo está no nosso horizonte e que a nossa sombra deve correr mesmo quando estivéssemos parados, pois bem, hoje devolvo-te tudo isso e que a tua sombra que nunca permanece quieta enquanto paras, corra sempre contigo.



Frequência de Vida



Alicia Keys - Empire State Of Mind









Post: J.T

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Um dia…

Um dia pus-me a pensar no porquê de existirem várias estações no ano e na sequência que as caracteriza. Reparei que cada uma delas tem características próprias que se podem assemelhar a diferentes fases da nossa vida. Senão vejamos…

Chega o Verão e, com ele, aquele sentimento de irreverência, de adrenalina e de limite desmesurado. Sentimos o calor a queimar-nos a pele, a roupa fresca a balançar com o vento e todo o impossível perde a intensidade mística e inalcançável para dar lugar a um sonho precioso, consistente e realizável. 
Para uns implica o soltar das amarras, para outros o respirar de alívio. Implica ainda dar férias ao medo e à desconfiança, abrindo portas para a fé e a confiança de que, se os problemas não se resolvem, pelo menos ficam mais leves e menos caóticos. 

Esquecemo-nos é que, no fim de contas, quem se encontra mais despreocupado e mais crente somos nós. Encaramos esta estação como a libertação e o altruísmo do nosso ser, deixando de parte complicações e frustrações. Nada muda com o tempo… Quem muda somos nós porque desligamos o complicómetro. 

O tempo quente tem a capacidade de nos incendiar os sentimentos e despoletar a irracionalidade para que não passemos a vida a pensar… antes sentir! Mas com o fim do mesmo, volta a necessidade de racionalizar o tempo e o espaço que nos vai acolher durante a preparação do Inverno rigoroso.
Chega então o Outono, uma estação mais calma que nos convida a regressar lentamente a uma calmaria de alma que é necessária quando se vive intensamente e sem reservas. 

Um dia pensei que o Verão seria a estação da minha vida… até ao dia que me mostraram que o Outono conseguia ser minimamente produtivo em termos de crescimento e aprendizagem! Há tempo para tudo no caminhar que escolhemos para a nossa vida… O problema reside no conformismo que depositamos quando chega o Inverno.
Chegam as primeiras chuvas, o tempo escuro e a alma complica. Deixa o seu brilho para segundo plano e quer acreditar que pouco ou nada se pode fazer por ela a não ser se fechar na sua casa até que os primeiros raios de sol surjam. Mas o tempo mudou caríssima!! Temos sol no Inverno, chuva no Verão e não podemos ignorar a evolução dos tempos. 

Não nos podemos prender ao estipulado num passado que nada tem de actual. Temos que nos adaptar… E é aqui que bloqueamos. Somos aversos à mudança, aquela que nos vai virar a vida do avesso e complicar o que já não faz sentido mas que teimamos em enxergar que sim.

“Triste não é mudar de ideias. Triste é não ter ideias para mudar!” – Tão cliché e tão verdadeiro. 

Perdemos tempo ao focalizarmo-nos nos aspectos negativos de uma mudança, ao impedir que ela aconteça para não quebrar a redomazinha de vidro que julgamos que nos protege, quando afinal estamos a matar o tempo e o inevitável… mas só por uns instantes, porque acabarão por conseguir dar a volta e aniquilar-nos!
Inevitavelmente tenho vivido no Inverno da minha vida desde que teimaste em julgar que não seria forte o suficiente para lutar por algo que vivemos. E que algo é esse afinal? Julgaste possível defini-lo para posteriormente me meteres à prova? Eu respondo: Não! Não sou, nem nunca fui, gente de muita indecisão. Gosto de saber o que vivo e como vivo, deixando os rótulos para trás mas fazendo sentido o que se propicia. Simplesmente deixou de fazer sentido… porque aquilo que um dia apelidavas de algo simples e básico, complicou-se ao ponto de descontrolar sentimentos. E agora podes julgar-me ao dizer que não vivo bem no descontrolo… e antes que mais vidas se pudessem descontrolar, mudar e entrar em ruptura, preferi aniquilar só a minha como forma de amor por aquilo que criei e vivi. 

Não sou fraca mas antes corajosa. Optei por não viver a irreverência do meu Verão, pensando em consequências para mim e para os outros. Suicidei-me para que tu e os outros não tivessem de abdicar do Verão. Nunca mais voltes a ser prepotente e a pensar sequer que não te amei. Amei sim, mais do que aquilo que alguma vez tencionei admitir. Acabaste por criar o fosso entre nós quando te olhei nos olhos e não vi a confiança e a certeza de outros tempos. E, em vez de te provocar até que uma síncope qualquer te assaltasse e fizesse perder o rumo, decidi por ti. Talvez não tenha sido a atitude mais correcta mas foi a que me foi permitida sem grande contestação. Agora que encontraste o teu caminho e o teu ideal de vida fico feliz por ti e por não ter causado muito estrago.
Poderei, então, sair do Inverno e repousar no Outono. Quando me sentir de novo segura irei viver o Verão da irreverência com outra pessoa que saberá sem dúvida dar valor à minha coragem e ao meu amor e aí sim, sorrirei ao ver as flores da Primavera desabrocharem como que a celebrar a minha vitória. 
Quando regressar ao Inverno, a uma noite qualquer que antecipe o Natal, espero estar bem acompanhada… e quando recordar a nossa noite ela não trará angústia de sentimentos mas alegria por poder sentir-los e vivê-los sem reservas. É aí que a minha vida recomeçará… com as estações do ano ao contrário… porque eu só sei ser diferente! 

Um dia…



Frequência de Vida...

Matisyahu - One Day








Post: Ky*

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Soubessemos nós amar mais…

Não, não vou definir amar porque não o saberia mas acho sempre que poderíamos amar mais e mais. O dia toca-nos com uma simplicidade e exigência que nos provoca essas vontades e que ao mesmo tempo faz ainda sentir mais as limitações. Mas, se não fosse assim não seria o mesmo desafio.
Cada vez acho mais que o desgaste do dia a dia será menos significativo quanto mais formos assim. E isso é também uma aprendizagem.

Aprender a amar mais a nossa profissão/ocupação, as pessoas com quem nos cruzamos todos os dias, principalmente aquelas que nos alteram os humores (a tolerar, pelo menos), as que requerem paciência, atenção, caridade, assumir uma tranquilidade que nos permita estar atentos a algumas facetas e ao interesse ou validade (quando parece desinteressante) do que nos vamos ocupando.

E ser mais activo a dedicado aos outros e às causas. Muita coisa nos cativa e atraí mas a realização pessoal só se consegue se passar também por aí!
Pode-se afirmar que isso nos pode pôr em causa, por vezes, o nosso percurso, o delinear dos nossos traços, por vezes com contornos frágeis. Mas se esses traços forem também sensíveis os contornos ganham outra nobreza, que um dia nos há-de dar identidade e carácter.

O nosso carácter pode ser assim, se quisermos, o de quem arrisca mesmo por algo que aparentemente possa parecer pouco, que não se acomoda.
Fala-se tanto de auto-valorização, de inteligência emocional…
Diz-se ridículo pôr-se a si em causa por um motivo que não nos pertence. Será?
 Pertence sim, porque somos de todos, porque pertencemos todos a um mundo que nos acolhe e nos pede que nos acolhamos nós também.


Pôr-se em causa? Mas isso é preciso ou não seríamos nós seres à descoberta de si. E não é por falta de inteligência, porque em determinado momento abdicamos de algo menor, mesmo que mais fácil, mas por haver algo mais importante e que trará um prazer diferente, o que vem de dentro e nos preenche. Falta de inteligência era se não averiguássemos os riscos. Mas podemos averiguá-los e aceitá-los na mesma. São eles que nos alimentam e enriquecem.








E muito mais se poderia dizer quando se olha à volta e se vêm iniciativas que são tão louváveis e, por outro lado, tanto povo parado, desacreditado.
Temos que nos deixar mover , escolher um dos lados… O que mais custa entendo que é o que nos fará pessoas mais felizes e conscientes.

Não é fácil começar, tomar essa engrenagem, mas por vezes são-nos dadas possibilidades e são  essas opções repetitivas que nos fazem embarcar e apurando os nossos traços intuitivos.

Saber amar não é um segredo que cabe a pessoas especiais que nasceram com um dom qualquer que não se consegue ver porque é mágico. Acredito que todos sabemos amar se aceitarmos amar, e isso virá a traduzir-se na nossa sensibilidade, perspicácia e opções.
Temos o nosso lado profundamente racional e egoísta, o que complica muito, mas pode-se tentar;)


Dito à moda americana – “Do you in or do you out!”  :pppppp


Escolho a imagem anterior porque queria postar um rosto. E é o rosto de uma criança que traduz a inocência de quem ama, o rosto dotado de desinteresse, a naturalidade de expressão e do gesto.

Na música não me safo tão bem. Deixa cá ver…

N era bem isto mas ate tem a ver.


Frequência de Vida...



Norah Jones Live Dont Know Why






E beijinhos para vocêsses :p

Post: Graciete Henriques 

sábado, 11 de setembro de 2010

Fondue de sabores

Para mim, esta expressão devia ser sinónimo de “vida”. Porque a vida é isto mesmo, um fondue de sabores, uma mistura de sabores. Sabores bons, doces, apimentados, suaves, suculentos, apetitosos… hmmm…. E outros salgados, amargos, azedos… Mas são estes sabores que dão piada à vida! E é por estes sabores que devemos arriscar, devemos voar sem medo de cair… até pode correr mal, até podemos não acertar na receita, mas faz tudo parte da aprendizagem, faz crescer, amadurecer.

Agora para ti que sabes quem és. Contigo experimentei sabores intensos, profundos, doces, picantes e refrescantes ao mesmo tempo, sabores daqueles que apetece degustar lentamente, e repetir, e deixar o sabor se derreter na boca, nos lábios, no corpo, e repetir… hmmm… e repetir… a paixão.

Porque não há bela sem senão, esses sabores andaram de mãos dadas com outros menos agradáveis. Outros aromas se impuseram: amargos. Dor, mágoa, sofrimento… consequências do arriscar, do voar em busca de novos sabores. Porque não estamos sozinhos, porque há mais alguém relacionado a nós, porque alguém não pode voar connosco, porque estamos a voar com uma terceira pessoa.

Mas voltando aos sabores bons, são esses que quero guardar na memória, são esses que me fazem sorrir, me fazem voar em pensamento, descobrir um novo eu… tão bom…! 


FORAM sabores que teimam em SER sabores. Não me querem deixar e eu também não os quero deixar partir.


Deste-me um novo olhar ao meu olhar sobre as coisas… aprendi e continuo a aprender coisas novas e descobri-me, de certa forma. 

Tens muito para dar e eu muito para receber. Mas também tu podes aprender comigo… Tenho sede de ti e um banquete para te oferecer.




Neste momento temos os nossos condimentos no armário, mas tempos houve em que se misturaram e tempos poderão voltar em que voltarão a se misturar, criando saborosas combinações como sempre aconteceu. Para já tenho o refogado em lume brando e os ingredientes estão prontos. 

Só falta o momento certo para aplicar os temperos apropriados!

Fico sentada à varanda, com um copo de vinho na mão, e aquele teu objecto tão querido na mesinha de cabeceira, e estou a olhar para o horizonte à espera dos ventos que trazem a resposta. Voltarás ou não…


… e ainda sinto o teu cheiro. “”

Frequência de Vida - 

            


Mafalda Veiga- Era uma vez um pensamento teu











Post: S.T.