Foi assim que me aceitei e me convenci a vencer esta harmonia derrotada.
Acordo e o dia lá fora acordou comigo, primeira opção sair de casa rapidamente e sentar-me no meu lugar de pensamentos e acalmias... (guincho na ribeira da aldeia).
Tá frio que se farta e nem o cachecol aquece esta manhã...a permanência é essencial e com o subir da maré vou apreciando alguns movimentos na água, são os peixes que voltam com a maré para o cais...
Também eles hoje quiseram fazer-me companhia e escutar os meus pensamentos tristes numa manhã fria.
Vou suspirando suavemente e absorvendo esta brisa fria no interior do meu corpo, acalma-me este lugar...mas hoje não vou ver o pôr-do-sol. Hoje quero apenas sentir este frio que me começa a aquecer agora.
Em vontades de...vou fechando e abrindo os olhos com breves segundos de intervalo, revejo filmes, imagens e cenários como raios tão rápidos que quase não os consigo segurar na percepção.
Encosto a cabeça e tento aquecer-me encolhidinho em mim.
Hoje vou voltar para casa com um sorriso, sinto-o e esta brisa está a segredar-me ao ouvido calmas que mesmo que frias me aquecem de uma forma diferente de todas até hoje.
....é, fazes anos hoje mano que bom. Mais um ano mostra uma realidade presente e a crescer, que bom não é? Enquanto te vou perguntando coisas especiais a ti, vou escutando ondinhas a bater nestas paredes, saiu um barco e nem o vi...
Foi bom viajar contigo e dar-te a mão. Olha falas-me de novo e eu escutei, afinal já não suspiro intensamente....mas sim suavemente, como a ondulação calma da água, sem barcos, sem pedras arremessadas, apenas esta suavidade acolhedora e tão fugaz...
Mais um dia, mais uma passagem e vou liberta-las todas e recomeçar de novo com mais força, mais força.
Apenas uma dúvida na minha carne...serei eu mais eu, agora?
Suspiro suave me transporta para casa e levo uma bagagem diferente comigo hoje, sinto-me mais leve...
...sinto-me eu.
E hoje eu embalava-te nos meus braços, mas é isso que estou a fazer, não é...que cores bonitas estas...
Frequência de vida, para este sentimento que levo comigo hoje...
De mansinho vai chegando o momento de uma harmonia necessária de 364 dias de agitação e pressas, tantas e tantas vezes desfiguradas em momentos de calma e sossegos. Mas este momento é diferente, sempre me tocou a magia da família junta e a lareira acesa, como sentido de calor e aconchego de ternura.
A sensação da loucura dos dias agitados parecia sempre calar-se nesta noite e descia com um toque suave...o sentir...o amar.
Lembro aquele rosto cansado dos dias, do trabalho, da correria da vida...libertar um semblante luminoso de sossego estranho que fui questionando ao longo do meu crescimento. Em criança gostava e perguntava-me interiormente que seria que se passava para nesta data a minha família estar junta sem pressas, sem stresse`s e com sorrisos na cara e...felizes. Nunca senti um único momento de chatice ou simplesmente de tristeza, especialmente no rosto do chefe da família.
E ali ficávamos nós pela noite fora, primeiro na casa da avó e depois na nossa casa.
...o som...
Aquele som do rasgar de papel e laços, aquelas expressões do que será e o esboçar do sorriso de felicidade porque era aquilo mesmo que se queria...
Que bom era poder abraçar-te e dar-te beijos.
O teu lugar marcado no sofá, assim como algo imperativo de quem sabe o que quer, de quem sonhou tanto e não consegui realizar todos os sonhos...mas realizou o que sinto ser o teu maior projecto...nós!
O teu existir foi uma luta desgarrada para que uma família surgisse e o teu projecto cresceu e formou-se com as tuas exigências e as tuas dádivas de vida.
O momento surgiu novamente após mais 364 dias o dia chegou...o momento apresentou-se com semblantes menos vivos e menos brilhantes, mas realizou-se e viveu-se.
O lugar vazio não largava os meus olhos e não eram os meus olhos que o procuravam, mas o meu coração que se senti apertado. Escrevi palavras como ultimamente o fazia para ti e desta vez a entrega foi nas mãos que estavam presentes e de novo olhei para o lugar vazio...
Doeu ver-te sair de mansinho, doeu ver-te partir e sim...o teu lugar ficou vazio fisicamente, mas este dia 365 fez-te voltar e acariciaste-me o rosto com a tua magia, o teu ensinamento salvou-me de cair e deu-me forças. Hoje recordo-te pai, meu amigo...minha luz...minha harmonia, meu amor.
A recordação faz parte de mim para tanta, tanta, tanta coisa...
...é a minha cabeça é assim também como a tua magia, é um filme de realizações e sonhos por realizar.
Sabes alguns destes sonhos senti-os a desvanecer quando partiste e sei lá...gostava tanto que visses algumas coisas que sonho...
Mas...estive outro dia com amigos, daqueles amigos que tu sabes que amo mesmo muito e pela primeira vez desde a tua partida disse-lhes coisas e libertei-me de parte deste sofrimento dando-lhes um pouco de mim. Foste e serás sempre uma força quando eu precisar vou refugiar-me em ti e tu sabes disso. Sei que sabes o que tenho andado a fazer e apenas te digo que vou tentar...
Um deles disse-me..."já não te ouvia falar assim, amigo. Soube bem sentir as tuas palavras" e isto de certo modo acordou-me e senti que tenho que continuar não é...
A tua resposta nunca mais será audível e isso faz-me imensa falta, mas sentirei os sinais e este, eu percebi-o bem, obrigado.
Eu amo-te muito.
Sinto-me numa fase de passagem e hoje escrevo palavras de recordação e vou libertar-me devagarinho e sorrir sem forçar novamente, apenas tenho que saber aguardar eu sei.
É nestes dias de chuvas que podemos aproveitar para "descansar" um pouco do corre-corre diário e intenso.
Assim como que aproveitando a alegria da chuva que cai dum lugar ao qual chamamos céu, vamos aproveitando esta pausa e permanência em abrigos...para perceber onde estão algumas rachadelas ou pontos incompletos que deixam penetrar esta chuva que não molha, mas enche!
É...ela vai caindo certinha como uma bênção vindo dos céus, mas nem toda ela molha e é uma bênção. Penso que já nem faz feridas já, esta chuva que cai.
Assim de um ponto quase que estratégico pode-se observar que ela vai caindo, caindo, caindo...mas apenas faz bolhas quando os seus pingos embatem nos charcos ou em algo de maior dimensão como um rio ou mar!
Passa-se tanto tempo a tentar fazer crescer algo que nos mostre um caminho, uma certeza. Só que por vezes já estamos tão cheios, tão fartos, tão cansados que as gotas caem e apenas fazem encher...não molham mais.
Algo está errado, mas vou continuando o caminho para perceber o que!
Se tivesse umas asas...e sobrevoasse os céus que veria eu? Talvez estas asas fossem...pretas e então não seria eu um anjo e sim um reflexo do que me rodeia. Sobrevoaria e os meus olhos se perderiam num cenário que até eu por vezes tenho esquecer que existe...mas sinto-o sempre presente.
Sinto, esta sociedade que tantas vezes me cerca e me julga, a perder todos os valores e todos os sonhos. Como criança era sonhador e cada gota batia-me forte e molhava-me intensamente...hummm, e como eu gostava de ficar doente!
Hoje as gotas não molham e não me deixam doente, apenas fazem bolhinhas quando embatem em mim deixando-me cada vez mais cheio e sem resistência.
Às vezes gostava de ser apenas uma gota, simples gota que não se preocupa onde cai e não quer saber a sua missão...apenas cair devagarinho sem rumo, sem força, sem afectar nada.
Um dia vou pendurar-me ao sol e vou libertar-me destas gotas que não molham, mas enchem!
Seguras nas mãos um Globo que pensavas inocentemente ser azul...terá espasmos de cor por ventura, mas direi que antes se descreve por tons cinzento e uns brancos magníficos, mas detentores de pouco espaço visível e temporal.
Por vezes sentes que, por alguma razão, não deverias permanecer aqui, perto de tudo e apenas com uma transparência que acaba por te tornar invisível. Esta invisibilidade que para ti te desgasta e derrota, sem piedade ou cumplicidade deste Globo, que na mais nu das crueldades se ri no teu rosto tão límpido como oculto e te mata.
Mas nunca desistes e isso faz de ti alguém que na profundeza do teu verdadeiro Ser, pode ser entendido como um Ser Humano diferente.
Detestas que te descrevam como um Ser especial e serenamente justificas que não, apenas mais um Ser no meio deste Globo a transbordar de Vidas perdidas e achadas.
Sem saberes vais destruindo na tua passagem cenários de magias e perfeições que tocam o irreal...e no entanto tão saborosas como as que crias, idolatras e constróis na tua cabeça.
Quantas vezes não jogaste os dados numa arena na busca de percepções, olhares, consistência...procura da magia que criaras no teu imaginário de emoções e sentimentos ténues de quem navega sem conhecimentos e apenas confiando nos ventos.
Sentes o som dos bombos a chegar e no nevoeiro ainda não vislumbras qualquer aparência com forma ou cheiro...apenas sentes o coração a vibrar por mais uma chegada a lugar desconhecido.
Como que ostentando o peso de uma humanidade, ergues-te na proa da tua viagem e com um ar de criança deixas os teus olhos criarem a ilusão do engano e com voz de comando soas a ordem do nada, quando paralelamente cresce em ti um friozinho pela espinha, provocado pelo aroma do visto e novamente ignorado...apenas porque não suportas mais esta luta desigual.
Saber o porque dos sonhos, o porque destes sabores que sentes, quando por demérito teu denotas que nada fazes e por essa mesma razão nem devias estar a questionar esta ideia.
Na verdade sentes que por momentos seguraste as chaves das portas, mas as ruas estão cada dia mais frias e os tons cinzentos crescem com uma força vazia de esperanças e coragens. Os ventos já sopraram fortes e com Vida, mas agora sentes que não conheces estes novos ventos, mas pior seria não tentares....
Então sem explicações possíveis e conquistáveis de um ser terreno sozinho e abandonado, tu depositas as tuas últimas forças, esperanças e coragens num espelho que sempre foi a tua vida e um espaço vazio começa a preencher-se.
Nesta lucidez que dirias louca, tu apostas tudo apenas na tua procura e no fundo voltas a escutar os tambores a crescer...crescer, crescer e voltas a sentir que não dormes sozinho.
Que movimentações acontecem quando tu não estás atento?
Que loucuras passam por ti sem sequer mexer um pouco contigo. Porque é que estás distraído, quando à tua volta respiram últimos fôlegos vivos?
Como serias capaz de explicar as tuas dificuldades, os teus problemas se quando olhas para ti não sentes nada de errado...ou mergulhas na crença de ser horrivelmente feio!
Não sinto que os problemas sejam definição de insegurança, de impossibilidades, de indecisões, de sofrimento, de repressão ou angústias. Talvez nunca se saiba como entender o problema verdadeiramente e o que procuramos e chamamos solução, no fim sejam apenas ilusões ou recursos vis de quem nada tem a perder ou a ganhar com essa procura aparente de resolução.
Porque não ser eu o próprio problema, porque dizer só que o enfrento e não que faço parte dele?
Porque não dormir com ele, aconchegar-lhe as mantas e mima-lo.
...buffffffffffffffffffff...
...na verdade, ele é o nosso verdadeiro "amigo", é fiel e não nos abandona.
Sente-se sozinho e persegue-nos quando não o queremos!
Ele é o auge máximo do valor desta palavra...persistência! Como que se de um ser vivo se tratasse, respirando o mesmo ar que eu e partilhando as minhas visões. Quando se sente à vontade comigo é destemido e usa os meus olhos para se alimentar e engendrar julgamentos que nunca serão da sua competência.
Mas no entanto ele faz isso com a maior das despretensões, sem pedir ou medir os efeitos do seu egocentrismo. Assume características de uma forma maravilhosa de vida que existe...a do Ser Humano.
Ele e outros seus amigos que vão entrando sem convite nesta morada, envelhecem-me e caminham ao meu lado sempre!
Então o porque da procura de respostas? Parece ser um acto fútil, com um objectivo aparentemente de despender energias.
Ele é assim mesmo, um amigo que por vezes se ausenta, mas que volta sempre...sempre...sempre!
Sei o que ele significa e são muitas as vezes que o pressinto a chegar e um pouco amedrontado, abro as cortinas da janela destes meus olhos e tudo, deixa de ser um pressentimento para passar a uma realidade viva e presente. A porta bate com força porque a educação nunca foi o seu forte. É detentor de muitas casas e terras, diria que será o mais rico do universo que conheço.
Mas os meus olhos vêm um pouco mais e nesta sensibilidade toda que uso para entender o problema, também sei usar as minhas ratoeiras, as minhas armadilhas que ficam gravadas na experiência da vida…porque ele me ajudou nesta experiência. Assim quando vêm aqueles novatos cheios de sangue na guelra, encontram a porta fechada e perguntam-se eles do porque de não terem a chave certa para entrar como pensavam que aconteceria.
Cabe-me a mim ser inteligente, eu é que sou o ser racional e as respostas são as minhas trancas na porta.
Serei eu sempre forte, para aguentar as minhas procuras? Não sei.
Mas sei que nunca terei uma tranca que resista ao verdadeiro problema, aquele que será sempre o meu melhor amigo. Porque não tenho trancas para mim e este será sempre o meu maior desafio...compreender-me e quando ele está de volta, com o saco cheio de dificuldades de uma longa ou curta investigação de como me tramar, vou abrir-lhe a porta, servir-lhe uma boa refeição e dar-lhe conforto. Na tentativa de o confundir e entreter até encontrar uma nova forma de o fazer viajar em busca de novas dificuldades.
Serei o vencedor enquanto tiver mais percentagem de tempo de compreensão do meu ser, ficando assim sozinho deste meu amigo, que andará sempre a preparar-se para voltar em força. Nem sempre é assim e tive que o aceitar durante algum tempo em mim, abandalhou-me tudo, desorganizou, partiu...sei lá! Mas agora foi de novo à procura, porque acabou o tempo dele...por agora! por agora!
Nunca saberás com todas as certezas o caminho que percorres, sim é uma verdade. Não serei eu a dizer o contrário, não serei eu a dar-te as certezas.
Mas poderei eu algum dia ser...uma certeza, uma fonte, um arder de coração!? Penso que é difícil mostrar o que se sente, o que sinto, o que quero. No fundo não serei eu o errado? Talvez todos estejam certos e eu, bem eu serei então um ser inútil e inapto para esta realidade existente.
Sei lá...olha gostava de poder ser uma Luz para libertar as dores que provoco nos outros, gostava de sentir a tua dor e ser a força para quem precisa de encontrar respostas. Não sou tão privilegiado como tu, não sorriu tanto como tu! Não serei eu a ausência retratada em tantos seres iguais a mim...
Trago comigo sentimentos muito intensos e seguros, não seria capaz de olhar para trás e enlouquecer, embora surjam imensas vezes essa vontade imponente que ainda vou brincando com ela, ainda vou conseguindo manobra-la e gozar com ela.
A Vida deu-me tanto até este exacto momento, trouxe-me dias de verão enrolados em areias de mar numa infância e adolescência brilhante e fugaz. Permitiu-me observar e saber entender uma sensação que me alimenta até aos dias de hoje...
O Sentir.
É, talvez esteja aqui parte de um segredo que penso que me mantém vivo e de certa forma, feliz! Sinto tudo e isso apesar de me fazer sofrer muito, continuo a olhar rostos, olhos cheios de vida, cheios de vida, cheios de tristezas e ansiedades.
Dou por mim atento a pormenores que nunca serão importantes ou de relevância para ti que estás comigo, que vais estando comigo, que me vais encontrando numa rua, num café, num lugar perdido. Esses pequenos gestos, expressões de rosto, dão-me vida, tiram-me vida...mostram-me a Vida.
Um dia aprendi com alguém que foi e será sempre importante para mim.
" A tua vida será sempre uma procura, filho. Já percebia isso, mas hoje senti muito isso, tu sofres demais com os outros, não conseguirás suportar essas dores e segredos que andam dentro de ti sem respostas.
Gosto muito de ti, mas tu vais sofrer muito assim, ouve o que te digo!"
Lembrei-me esta semana destas palavras e hoje coloco-as aqui, porque é um pouco como dizias, mas prestei bem atenção a esta frase como a muitas outras que me foste dizendo e nesta em especial, lembro-me que frisaste bem esta palavra "respostas".
Passarei a minha vida toda a procurar respostas, para o que fiz para o que ando a fazer e com essa procura espero aguentar estas dores que trago comigo.
Gostava de saber se estou no caminho certo. Gostava, gostava, gostava...e isto vai contra o meu Eu.
Aprendi com as minhas vivências que sentir a vida é melhor que saber o que ela vai trazer.Nunca deixarei de pensar, porque sei como sou.
Mas um dia aprenderei a controlar estes pensamentos e de mansinho irei para onde o plano pensado para mim me levar, sei que nesse dia deixarei imensas coisas, imensos seres humanos lindíssimos, apenas peço para compreender sempre os sinais.
Enquanto percorro dias de atrofio e confusões, algo vai sendo fabricado e composto por mãos trabalhadoras e de entusiasmo. Não sinto essa magia escondida e sofro no interior do meu ser sem uma reacção natural de alguém que antes conhecia...eu!
Surge aos poucos uma vontade crescente de virar esta página de vida, mas as recordações são muito fortes e ainda existe muito movimento em torno de ti. Estou a tentar encerrar as situações e aqueles pormenores que suscitam as névoas nos olhos e o mergulho de cabeça numa vida que já não existe mais.
Já tenho um livro novo...
Quis partir na aventura do risco e de novas responsabilidades, meti-me em tudo o que me ia aparecendo para ocupar todo o meu tempo, fiz isto para não ter tempo de...
...respirar.
Hoje são 00h15m, faço uma reflexão aos meus últimos tempos, deparo-me com uma realidade que criei nestes tempos, uma realidade preenchida e que resultou. Foi numa tentativa de desespero, mas estou a sentir-me aos poucos de novo e a magia que estava a ser realizada na cegues dos meus olhos, apresenta-se agora com esplendor e grandeza de audácia.
Disse um sim, depois um não, entretanto apresentou-se-me um não sei e a minha cabeça rebentava de indecisões.
Decidi fechar qualquer capacidade de resolução dos tempos de hoje e fui buscar as vontades anteriores a tudo isto.
Então viajei no passado e depositei nessas atitudes e decisões a minha alma e corpo, ofereci-me a elas, mesmo que possam não ser as certas. Dei-lhes a razão, o amor e o frio da decisão.
Está tomada a decisão e o novo projecto começou, sinto-me com pequenos reforços de vontades e cresce em mim a sensação de projecto real.
Entre todas estas atribulações, disse sim a outras coisas e hoje sinto que se queria estar completamente ocupado...consegui e agora começo a pensar em como conseguir estar em tudo o que aceitei. Vou indo e vendo, mas algo já mudou em mim...
Eu estou a sentir-me, o coração parece começar a bater algumas vezes ao dia normalmente e isto é tudo o que quero para mim.
Crescer, quero crescer e olhar o céu como ontem e ver uma lenta estrela cadente, com aquele rasto brilhante e puro de beleza.
Quero sentir de novo o Mundo e junto contigo vê-lo a caminhar ao meu lado, sem que eu pareça um estranho para ele, sem que ele pareça estranho para mim. Quero amar a vida de novo como sempre amei, quero estar stressado, quero estar cansado, quero estar feliz, risonho…e quando estiver triste, quero estar capacitado de me ajudar.
É, hoje sinto que vou começar a tabelar no Mundo e apesar de ainda não me arriscar em seguranças totais, já me sinto mais capaz de te escutar no silêncio e aprender a entender que estes suspiros são para matar e substituir por olhares viajantes num universo onde possa dar-te a mão e passear contigo.
A Vida está a meter-se de novo comigo, ela conseguiu superar a apatia e a insegurança, que bom.